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Giro de Mercado — Fechamento de Sexta-Feira
Ibovespa fecha a semana em alta, mas com volatilidade marcada por dados macro e fluxo externo
O Ibovespa encerrou a sexta-feira em ritmo moderado, acompanhando o desempenho global e consolidando mais uma semana positiva, ainda sustentado pelo otimismo em torno da trajetória de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Apesar das realizações pontuais ao longo do dia, o índice manteve-se acima dos 164 mil pontos, em linha com o apetite ao risco observado entre investidores estrangeiros.
O movimento doméstico foi influenciado por ajustes técnicos após as fortes altas recentes, enquanto, no exterior, investidores monitoraram expectativas para a reunião do Federal Reserve e indicadores de atividade econômica norte-americana.
Maiores Altas do Dia
LOCALIZA (RENT3) — beneficiada pelo alívio na curva de juros
REDE D’OR (RDOR3) — apoio de revisões positivas de casas de análise
VALE (VALE3) — avanço do minério e fluxo comprador externo
ITAÚ (ITUB4) — setor financeiro segue como pilar de sustentação do índice
NATURA (NTCO3) — ações sensíveis a juros mantêm recuperação
Maiores Quedas do Dia
AMBEV (ABEV3) — pressão por dados fracos de produção de bebidas
PETROBRAS (PETR4) — ajustes após alta do petróleo
WEG (WEGE3) — realização de lucros
HAPVIDA (HAPV3) — volatilidade após repique técnico
JBS (JBSS3) — movimento de correção do setor
Top 5 Notícias da Semana
1. Ibovespa renova recorde acima de 164 mil pontos
O índice atingiu novas máximas históricas com forte entrada de capital estrangeiro e apostas crescentes de corte de juros já no início de 2026.
2. Dólar perde força e volta a flertar com R$ 5,30
A moeda seguiu pressionada por expectativas de política monetária mais branda nos EUA e por dados econômicos sinalizando desaceleração.
3. Inflação da Suíça zera e surpreende mercados globais
O dado reforçou a leitura de arrefecimento inflacionário no cenário internacional e ampliou apostas de cortes de juros na Europa.
4. Nvidia apresenta servidor que acelera modelos chineses em até 10 vezes
A gigante de chips reforçou sua estratégia para dominar também a fase de inferência em IA, ampliando disputa com AMD e Cerebras.
5. PIB brasileiro cresce 0,1% no 3º tri e confirma perda de fôlego
O dado reforça o impacto da política monetária restritiva e alimenta projeções de flexibilização da Selic ao longo de 2026.
Cripto em 5 Pontos
1. Bitcoin consolida acima de US$ 90 mil
Mercado opera com volatilidade contida enquanto espera definições do Fed.
2. Ethereum lateraliza na faixa dos US$ 3 mil
A ausência de catalisadores fortes mantém o ativo em movimento técnico e sem tendência clara.
3. XRP recua em meio a fluxo defensivo
A pressão de venda reflete cautela macro e realização de ganhos recentes.
4. Estratégias institucionais seguem firmes
Mais de 11 mil BTC foram transferidos para custódia da Fidelity, reforçando o interesse de longo prazo.
5. Juros globais travam o rali cripto
A curva de Treasuries irregular limita movimentos agressivos de compra no curto prazo.
Postado 06:38 05/12/25
Por Vinicius Fontineli
Giro de Mercado — Quinta-feira
Balanços, IPOs & fusões, e empresas em recuperação judicial — análise jornalística e direta
Principais balanços e resultados corporativos (resumo e implicações)
Johnson Matthey — transformação alavanca margens, lucro operacional sobe mas EPS segue pressionado
Destaques: EBIT subjacente pró-forma de £142m (acima das expectativas), receita consolidada de £5,35bn; vendas pro-forma caíram 4% em moeda constante.
Implicação: a reestruturação e a possível venda da divisão Catalyst Technologies por £1,8bn reforçam a geração de caixa e viabilizam retorno de capital aos acionistas (dividendo especial + recompra). Porém, lucro por ação operacional ainda negativo (-9,5p), dívida líquida subiu para £971m — foco em execução do plano de desinvestimento e geração de caixa.
Riscos: desaceleração nas vendas excluindo metais preciosos; sensibilidade a preços de PGM.
Elekta — margem surpreende apesar de pedidos fracos
Destaques: vendas SEK 4,07bn (quase in line), EBIT ajustado SEK 411m (vs consenso SEK 382m), margem EBIT ajustada 10,1% (vs 9,4% esperada). Carteira de pedidos fraca (+2% a fx constantes).
Implicação: melhora de margem demonstra ganho operacional (preços, mix serviços), mas crescimento depende de recuperação de pedidos — postura cautelosa para valuation até sinais de retomada da demanda, especialmente nos EUA e China.
Neoenergia — rotação de ativos com reforço de caixa
Destaques: venda da Usina Hidrelétrica Dardanelos por R$2,515bn para a EDF; Neoenergia reinveste R$93,5m para ficar com 25% e pode vender essa fatia nos próximos 2,5 anos.
Implicação: operação reforça disciplina de capital e execução de “asset rotation”: gera liquidez hoje sem perder exposição futura. Transação sujeita a aprovação regulatória (Cade/Aneel).
Severfield e Wynnstay — resultados operacionais resilientes em setores cíclicos
Severfield: vendas US$206m no 1S26, EBITA reduzido mas lucro antes de impostos superou expectativas; carteira com boa cobertura do segundo semestre.
Wynnstay: lucro subjacente anual previsto ~£9m (acima do consenso); ganhos iniciais do Projeto Genesis (disciplinas de preços e eficiência).
Implicação: ambos refletem recuperação seletiva em construção e agronegócio/insumos; foco em margem e conversão de caixa no segundo semestre.
Orion & Temenos — catalisadores corporativos
Orion: receberá pagamento de marco de €180m da Bayer por Nubeqa — atualização positiva das perspectivas 2025 (vendas e EBIT revisados para cima).
Temenos: nomeação do CFO Takis Spiliopoulos como CEO permanente trouxe conforto ao mercado; vaga em CFO cria atenção para continuidade financeira/execução.
Implicação: pagamentos de marcos e clareza de governança reduzem incerteza e podem revalorizar papéis em curto prazo.
Securitas e Richemont — recomendações e impacto setorial
Securitas: upgrade do RBC para outperform e preço-alvo elevado (SEK170) — achados apontam margem em recuperação pós-integração da Stanley.
Richemont (Deutsche Bank): elevação para compra com price target mais alto; visão positiva para luxo em 2026.
Implicação: melhorias de margem e desalavancagem em setores específicos (segurança, luxo) atraem fluxo e suportam recompras/dividendos.
IPOs, ofertas e fusões em destaque
IPOs e captações
Jingdong (JD.com) — braço de supply chain: sondagens para IPO em Hong Kong visando ~US$500m; reforça foco em spin-offs para valorizar unidades industriais.
Ofertas conversíveis / papel estruturado: Check Point e IREN anunciaram ofertas de notas conversíveis (US$1,5bn e US$2bn, respectivamente) — instrumentos usados para financiar recompras, M&A e gestão de passivos; implicam potencial diluição futura e aumento de alavancagem de curto prazo.
Aquisições e vendas
Neoenergia → EDF (Dardanelos): venda por R$2,515bn com reinvestimento parcial; modelo de rotação de ativos.
Petrobras & Shell: venceram leilão de participações no pré-sal — impacto estratégico para portfólio de produção e valor para acionistas.
Palingeo: painel da Borsa Italiana aprovou aumento do preço da OPA para €6,61/ação (de €6,00) — melhora da proposta e pressão sobre acionistas minoritários.
Empresas em recuperação judicial — panorama desta semana
Sem novos casos relevantes divulgados nesta quinta-feira.
Contexto geral: o ambiente de crédito e cobertura do FGC na crise Master (caso no Brasil) mantém vigilância sobre risco de crédito corporativo; investidores acompanham provisões bancárias e efeitos de liquidações sobre fornecedores e fundos.
Tendências, riscos e implicações para investidores
Tendências observadas
Disciplina de capital e rotação de ativos (vendas de usinas, spin-offs, marcos regulatórios) como resposta à necessidade de otimizar retornos e reduzir dívida.
Recomposições de portfólio via ofertas conversíveis — empresas usam instrumentos híbridos para cortar custo de capital e financiar recompras/M&A.
Valorização seletiva: setores com melhora de margem (luxo, segurança, alguns industrial techs) atraem upgrades; setores ligados a demanda global (minério, energia) reagem a dados externos (China, petróleo).
Riscos chave
Demanda fraca / pedidos estagnados: Elekta e fabricantes enfrentam recuperação de pedidos lenta — limita upside operacional.
Diluição e alavancagem: ofertas conversíveis (Check Point, IREN) podem pressionar EPS e liquidez se não bem geridas.
Regulação e aprovações: vendas de ativos e OPA dependem de avales (Cade, Aneel, órgãos europeus) — risco de atraso ou condições.
Cenário macro: cortes de juros nos EUA e relaxamento de política monetária global sustentam preço de ativos, mas volatilidade permanece — decisões do Fed e indicadores de atividade seguem como principais gatilhos.
O que acompanhar nas próximas sessões
Aprovação dos desinvestimentos e ofertas (Cade/Aneel, Borsa Italiana).
Relatórios de produção/pedidos em setores industriais — confirmação de recuperação de demanda.
Evolução das operações conversíveis e uso de recursos — quanto será destinado a recompra versus M&A.
Revisões de guidance de empresas que reportaram (Johnson Matthey, Elekta, Neoenergia, Severfield).
Postado 20:30 04/12/25
Por Vinicius Fontineli
Giro de Mercado — Quarta-feira
Panorama global, dólar & juros e análise diária de criptomoedas
Panorama internacional
EUA — Fed e dados em foco
Os índices nos EUA ficaram voláteis, com investidores precificando cortes de juros em dezembro após leituras econômicas mistas. A probabilidade de um corte de 25 bps em dezembro saltou para níveis entre ~82%–87% nas ferramentas de mercado, refletindo crescimento de empregos ainda resiliente, mas inflação com sinais de arrefecimento. Em Wall Street, o S&P e o Nasdaq ensaiaram recuperação nas últimas sessões, mas a atenção permanece na interpretação dos dados de produção e vendas no varejo que chegam nesta semana.
Europa — Orçamento do Reino Unido e recompras impulsionam mercado
As bolsas europeias operaram majoritariamente em alta: DAX e CAC avançaram cerca de 0,6% e o FTSE teve leve alta (≈0,1%), à espera do Orçamento britânico. A expectativa de medidas fiscais do governo do Reino Unido e a sinalização de cortes de impostos/política monetária mais branda no curto prazo pesaram nas decisões do mercado. Recompras de ações continuam sendo um motor relevante: empresas europeias seguem recomprando com intensidade, o que deve sustentar desempenho em 2026.
Ásia — estímulo no Japão e sinais mistos na China
O Japão aprovou um pacote fiscal amplo (¥21,3 trilhões) voltado a estimular semicondutores, IA e infraestrutura — movimento que reforça apetite por ativos locais e aumenta o risco de intervenções cambiais se o iene se depreciar demais. Já a China apresenta sinais mistos: PMIs industriais em contração e demanda por commodities ainda fraca, limitando o suporte regional para mercados de risco.
Dólar e juros
Índice Dólar (DXY): acomodado, com leve queda frente a uma cesta de divisas — ambiente que favorece ativos de refúgio alternativos e ouro.
Mercado de juros: futures dos Treasuries reagiram ao aumento nas expectativas de corte do Fed; a precificação de cortes em dezembro puxou rendimentos para baixo nas maturidades curtas/medianas.
Impactos locais (em países emergentes): moedas de emergentes, incluindo o real, foram beneficiadas pelo recrudescimento das apostas em cortes nos EUA, embora fluxos sazonais e riscos fiscais locais possam trazer volatilidade.
Contexto de risco: se os dados US mostrarem nova surpresa (emprego forte ou inflação resistente), as chances de cortes recuam e a volatilidade pode subir novamente, pressionando ações e criptos.
Criptomoedas — análise diária
Sentimento e fluxo
O mercado de cripto apresentou forte recuperação intradiária: o Bitcoin rompeu US$ 90–91k em movimento de alívio, impulsionado por fluxo institucional (compras em ETFs, notes estruturadas) e sinais regulatórios/operacionais mais favoráveis nos EUA. Altcoins seguiram com ganhos expressivos — Ethereum e Solana entre os destaques.
Análise técnica (resumo)
Nível crítico de resistência: US$ 90.000 — rompimento sustentado acima deste patamar é necessário para confirmar continuação do rali.
Suportes imediatos: US$ 88.000 (suporte técnico curto) e faixa de US$ 85.000 (suporte mais amplo).
Indicadores de momentum: compra forte em volume nas últimas sessões; RSI tende a entrar em sobrecompra se o preço se mantiver próximo a US$ 92k, sinalizando risco de retração técnica.
Risco principal: reversão rápida caso as saídas de ETFs reiniciem ou se as expectativas de corte do Fed forem revistas para baixo por dados melhores do que o esperado.
Conclusão cripto
O rali atual combina desalavancagem técnica e retorno parcial de apetite institucional — necessário confirmar com volumes sustentados e continuidade nos fluxos. Enquanto isso, a região US$ 90k funciona como ponto de decisão: mantê-la significa maior probabilidade de continuação; perder de forma definitiva pode reabrir caminho para testes em US$ 85k.
Resumo rápido (checklist)
Fed: mercado precifica cortes em dezembro (alta probabilidade).
Europa: Orçamento do Reino Unido e recompras corporativas no radar.
Japão: grande pacote fiscal estimulando tecnologia; risco de intervenção cambial fica latente.
Commodities/energia: petróleo próximo a US$ 62–63/barril, sensível a desdobramentos geopolíticos.
Cripto: rali de alívio com apoio institucional; resistência decisiva em US$ 90k–91k.
Postado 6:30 03/12/25
Por Vinicius Fontineli
Giro de Mercado — Terça-feira
Relatório Focus, destaques do pregão e análise setorial (Bancos)
Relatório Focus — o essencial, explicado com clareza
O Boletim Focus mais recente mostra que o mercado ajustou levemente as expectativas para inflação, juros e crescimento — movimento que sustenta a narrativa de uma descompressão gradual das taxas, porém com cortes apenas no horizonte de 2026.
Inflação (IPCA): a mediana das expectativas para 2025 e 2026 segue em recuo marginal; o mercado projeta convergência gradual para perto da meta no médio prazo. Banco Central do Brasil+1
Juros (Selic): a Selic permanece projetada em 15,00% para o ano corrente; para o fim de 2026 a mediana caiu para cerca de 12,00%, indicando expectativa de cortes lentos e espaçados. Banco Central do Brasil+1
PIB: crescimento moderado — o mercado mantém projeção em torno de 2,16% para 2025 e expectativa mais contida para 2026, sinalizando recuperação frágil dependente de crédito e confiança. Banco Central do Brasil
Impacto no mercado:
Juros ainda elevados sustentam renda fixa e pressão sobre valuation de ativos muito sensíveis a custo de capital.
A perspectiva de cortes em 2026 favorece setores cíclicos (varejo, construção, bancos), mas a transição será gradual e sujeita a leituras de inflação.
Destaques do pregão — altas e quedas (resumo objetivo)
Maiores altas do dia
Vale ON — valorização sustentada pela alta dos contratos de minério de ferro na China; expectativa de menor estocagem e demanda por cargas de grau médio.
Alguns bancos grandes — reações pontuais à melhora nas expectativas de inflação e ao recuo dos juros futuros; operações de curto prazo favoreceram nomes com maior liquidez.
Maiores quedas do dia
Petrobras PN/ON — pressionada pela queda do petróleo no exterior e pela leitura mais cautelosa do mercado sobre margens futuras; investidores aguardam o plano de negócios.
Ações ligadas a commodities/agro — correções após fortes avanços recentes; fluxo de realização e expectativa de números operacionais influenciaram os papéis.
(As movimentações refletem combinação de fatores macro — expectativa de cortes do Fed e do mercado doméstico — e notícias corporativas setoriais.)
Análise setorial — Bancos: tendências, riscos e o que observar
Panorama atual do setor bancário
O setor segue dividido entre o benefício de taxas ainda elevadas — que ampliam spread e receitas — e o aumento do escrutínio por eventos idiossincráticos que afetam confiança e percepção de risco (caso Master, atuação do FGC, ingredientes políticos e fiscais).
Tendências que favorecem bancos
Margem financeira robusta com Selic alta; mesmo com cortes previstos, a queda deve ser gradual.
Busca por eficiência e digitalização mantém ganhos de produtividade e redução de custos operacionais.
Política de distribuição de capital (dividendos/recompra) continua atraente para investidores de longo prazo em bancos maiores.
Riscos e pontos de atenção
Risco reputacional e operacional: liquidação do Banco Master e efeitos sobre confiança exigem maior diligência em controles e due diligence entre instituições. O FGC estimou necessidade de desembolso relevante para cobrir credores, o que reacende debate sobre limites e regras do mecanismo. Investing.com Brasil+1
Risco regulatório: discussões sobre eventual revisão das normas do FGC ou de alçadas prudenciais podem alterar preço de risco e comportamento dos depositantes.
Choques macro: desaceleração mais forte do PIB, alta persistente da inflação ou choques externos (commodities, dólar) afetam provisões, crédito e valuation.
Indicadores e eventos para monitorar
Números de inadimplência e qualidade da carteira (90 dias) nos próximos balanços trimestrais.
Comunicados do Banco Central sobre supervisão e indicadores de crédito.
Desdobramentos da liquidação do Banco Master e possíveis repercussões contábeis para credores institucionais.
Conclusão rápida
O Relatório Focus aponta para inflação em ligeira melhora e cortes de juros apenas a partir de 2026 — cenário que favorece, em tese, a rotação para setores cíclicos, mas mantém o terreno volátil no curto prazo. No pregão, minério e petróleo lideraram forças contrárias para Vale e Petrobras; no setor bancário, a combinação entre juro alto e riscos idiossincráticos (como o caso Master) segue definindo a leitura de investidores. Acompanhar leituras de inflação, divulgação de crédito e desdobramentos do processo de liquidação será determinante para as próximas semanas.
Postado 6:30 02/12/25
Por Vinicius Fontineli
Giro de Mercado — Abertura de Segunda-Feira
O início da semana nos mercados financeiros é marcado por cautela global, com investidores monitorando a agenda econômica carregada e os desdobramentos macro que devem definir o rumo dos ativos nos próximos dias. No Brasil, o Ibovespa tenta recuperar fôlego após uma semana de volatilidade, enquanto o dólar segue sensível ao cenário externo e às expectativas sobre política monetária nos EUA.
Abertura no Brasil
Ibovespa
O índice inicia a segunda-feira oscilando entre leves altas e baixas, refletindo o movimento misto das bolsas internacionais e a agenda econômica carregada dos próximos dias. O apetite por risco segue condicionado ao comportamento dos Treasuries e às sinalizações sobre juros globais.
Dólar
O dólar opera com viés de estabilidade a leve queda, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior. Expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve continuam influenciando moedas emergentes, incluindo o real.
Juros Futuros
Os contratos de DI iniciam o dia ajustados às expectativas de política monetária doméstica e internacional. A curva de juros precifica maior volatilidade ao longo da semana, à espera de dados inflacionários e indicadores de atividade.
Bolsas Internacionais
As praças globais amanhecem sem direção única.
EUA: Futuros dos índices operam estáveis, com investidores aguardando dados de emprego e inflação ao longo da semana.
Europa: Bolsas abrem em leve alta, acompanhando expectativas de desaceleração da inflação no bloco.
Ásia: Mercados fecharam mistos, com destaque para a China, que seguiu pressionada por indicadores industriais mais fracos.
Agenda Econômica da Semana
Os próximos dias concentram indicadores-chave que podem influenciar ativos no Brasil e no exterior. Entre os destaques:
EUA: Relatório JOLTS, pedidos de auxílio-desemprego, PMIs e dados de inflação (CPI/PPI, caso estejam na semana).
Europa: Leitura final da inflação e dados industriais.
China: Balança comercial, índice de preços e dados de crédito.
Brasil: Divulgação de indicadores de atividade e inflação, além de discursos de dirigentes do Banco Central.
Criptomoedas — Resumo do Fim de Semana
O mercado cripto encerrou o fim de semana em alta moderada.
Bitcoin manteve negociações acima de suporte relevante, sustentado por fluxo institucional e expectativas de corte de juros nos EUA.
Ethereum acompanhou o movimento, sustentando ganhos em meio ao aumento no volume de staking.
Altcoins negociaram de forma desigual, refletindo menor liquidez típica dos fins de semana, mas com viés positivo.
Postado 5:30 01/12/25
Por Vinicius Fontineli
Giro de Mercado — Prévia da Semana: Agenda Econômica e Panorama Global
A semana começa com os mercados internacionais atentos a dados de inflação, decisões de política monetária e novos indicadores de atividade que podem influenciar o rumo dos juros nas principais economias. O ambiente global segue marcado pela combinação de expectativas de cortes de juros, volatilidade nas commodities e cautela em relação ao crescimento econômico.
Panorama global da semana
Os investidores acompanham a continuidade do debate sobre o ciclo de cortes do Federal Reserve. As projeções de flexibilização monetária nos EUA ganharam força após sinais de desaquecimento da economia, mas permanecem dependentes de novos dados de inflação e consumo.
Na Europa, o foco recai sobre os indicadores de atividade industrial e sobre a leitura final da inflação, que devem reforçar o cenário de desaceleração do bloco. O Banco Central Europeu segue mantendo discurso cauteloso, avaliando riscos de crescimento fraco.
Na Ásia, a China divulga números importantes sobre comércio e produção, essenciais para medir o ritmo de recuperação em meio ao fraco desempenho do setor imobiliário e desafios de demanda externa.
As commodities seguem voláteis: o petróleo opera pressionado por expectativas de oferta elevada, enquanto os metais reagem a dados industriais globais.
Agenda econômica da semana — Principais destaques
Segunda-feira
PMIs industriais globais (EUA, Europa e Ásia): termômetro da atividade no início do mês.
Balança comercial da China: importante para medir demanda global e impacto nas commodities.
Terça-feira
Relatório JOLTS (EUA): dados de vagas abertas, relevantes para o mercado de trabalho norte-americano.
Produção industrial da Alemanha: sinaliza o ritmo da maior economia europeia.
Quarta-feira
PIB trimestral do Reino Unido: atualização sobre o desempenho econômico britânico.
Ata do FOMC (se prevista na semana): pode indicar tom da política monetária do Fed.
Quinta-feira
Pedidos semanais de auxílio-desemprego (EUA): indicador de curto prazo do mercado de trabalho.
Inflação ao produtor (PPI) dos EUA: complemento importante à leitura do CPI.
Sexta-feira
Índice de confiança do consumidor (Michigan): percepção do público sobre inflação e situação econômica.
Dados de crédito na China: medida da liquidez e tração econômica no país.
O que observar ao longo da semana
A evolução das expectativas de juros nos EUA continuará sendo o principal motor dos mercados globais. Investidores também acompanharão dados de inflação em diferentes regiões, o comportamento das commodities e indicadores de crescimento que podem influenciar o apetite por risco. A semana é marcada por uma agenda concentrada em números macroeconômicos que tendem a orientar o humor dos mercados até o próximo ciclo de decisões dos bancos centrais.
Postado 7:00 30/11/25
Por Vinicius Fontineli
Giro de Mercado — Sábado
O que é CDI? Entenda de forma simples como funciona o principal índice da renda fixa
O CDI é um dos termos mais importantes do mercado financeiro brasileiro e aparece em quase todas as aplicações de renda fixa. Mesmo assim, muitos investidores iniciantes não sabem exatamente o que ele significa ou como afeta seus investimentos. Este guia explica de maneira simples e definitiva o que é CDI, para que ele serve e por que é tão usado pelos bancos e pelo mercado.
O que é CDI?
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é uma taxa usada como referência para empréstimos entre bancos. Essas instituições precisam emprestar dinheiro umas às outras diariamente para fechar o caixa, e esses empréstimos têm uma taxa — o CDI.
Com o tempo, o CDI se tornou um indexador de investimentos, funcionando como um “termômetro” da renda fixa no Brasil.
Por que o CDI é importante?
O CDI é fundamental porque serve como referência de rentabilidade para diversos investimentos, principalmente:
CDBs
LCIs e LCAs
Fundos DI
Debêntures
CRIs e CRAs
Títulos de crédito privado
Quando um investimento diz que rende, por exemplo, 120% do CDI, significa que ele terá uma rentabilidade proporcional à taxa CDI.
CDI x Selic: qual a diferença?
O CDI acompanha de perto a Selic, mas eles não são a mesma coisa.
Selic
É a taxa básica de juros da economia.
Definida pelo Banco Central.
Afeta todas as operações de crédito e investimentos.
CDI
É a taxa média dos empréstimos entre bancos.
Fica muito próxima da Selic, mas sempre levemente abaixo.
Usada como referência de rentabilidade na renda fixa privada.
A Selic guia o mercado; o CDI acompanha.
Como o CDI afeta seus investimentos?
Quando a taxa CDI está alta, investimentos atrelados a ela tendem a render mais. Quando está baixa, a rentabilidade diminui.
Exemplo simples
Se o CDI for de 10% ao ano e você investir em um CDB que paga 100% do CDI, sua rentabilidade será exatamente 10% ao ano.
Já em um CDB que paga 120% do CDI, a rentabilidade seria de:
120% × 10% = 12% ao ano
Investimentos que mais usam o CDI como referência
1. CDBs (Certificados de Depósito Bancário)
São os mais comuns. A maioria rende um percentual do CDI.
2. Fundos DI
Buscam acompanhar a taxa CDI, investindo em títulos de curto prazo.
3. LCIs e LCAs
Embora sejam isentas de IR para pessoas físicas, muitas seguem o CDI.
4. Debêntures e outros títulos privados
Podem ter remuneração prefixada, IPCA + taxa fixa ou percentual do CDI.
Quando o CDI sobe ou desce?
O CDI oscila conforme a Selic, porque o custo do dinheiro entre bancos é influenciado por ela.
O CDI tende a subir quando:
A inflação está alta
O Banco Central aperta a política monetária
Há menor liquidez no mercado
O CDI tende a cair quando:
A inflação está controlada
Há estímulos econômicos
O Banco Central reduz a Selic
CDI do dia, mês e ano: o que significa?
CDI diário: taxa usada para calcular rentabilidade no dia a dia dos investimentos.
CDI mensal: acumulado de todos os dias úteis do mês.
CDI anual: acumulado do ano, usado como referência geral do mercado.
Os investimentos de renda fixa usam o CDI diário para calcular os ganhos.
Resumo final
O CDI é uma taxa de referência usada pelos bancos e muito importante para investidores. Ele serve para calcular a rentabilidade de vários produtos de renda fixa e costuma acompanhar de perto a taxa Selic. Entender o CDI ajuda a comparar investimentos, avaliar oportunidades e compreender melhor o funcionamento do mercado financeiro brasileiro.
Postado 6:08 29/11/25
Por Vinicius Fontineli
Giro de Mercado — QUARTA-FEIRA
Panorama internacional
Os mercados globais avançaram nesta quarta-feira, acompanhando o aumento das apostas em corte de juros pelo Federal Reserve em dezembro. Nos EUA, S&P 500 e Nasdaq subiram apoiados por tecnologia e consumo, após novos dados indicarem perda de força no gasto das famílias e na confiança.
Na Europa, o Stoxx 600 acompanhou o movimento positivo. O alívio nas tensões geopolíticas e a expectativa pelo orçamento do Reino Unido sustentaram as principais bolsas da região.
A Ásia seguiu em ritmo semelhante: Japão e Coreia tiveram alta consistente puxada por tecnologia e semicondutores, enquanto China e Hong Kong registraram desempenho mais irregular devido a notícias corporativas locais e dados econômicos ainda fracos.
Dólar e juros
O mercado elevou a probabilidade de um corte de 25 pontos-base pelo Fed em dezembro, pressionando as taxas curtas dos Treasuries e favorecendo ativos de maior risco. Esse movimento também limitou o avanço do dólar frente a algumas moedas, enquanto euro e libra ganharam leve tração.
As curvas de juros passaram por ajustes moderados, com investidores monitorando os próximos indicadores de atividade e inflação dos EUA. O iene seguiu volátil diante das especulações sobre a atuação do Banco do Japão.
Criptomoedas
O Bitcoin operou na faixa de US$ 87–88 mil, ainda abaixo das máximas recentes, mas mostrando recuperação após a forte correção da semana anterior. O mercado continua reagindo principalmente ao fluxo de ETFs e aos movimentos macro ligados ao dólar e aos juros.
Altcoins acompanharam o desempenho do BTC, com maior firmeza em projetos ligados à infraestrutura de blockchain e soluções voltadas a IA, que seguem recebendo atenção institucional.
Pontos técnicos do dia
Volatilidade permanece elevada.
Suporte relevante para BTC entre US$ 82–85 mil.
Resistência imediata na região de US$ 92–95 mil.
Postado 6:08 26/11/25
Por Vinicius Fontineli
Giro de Mercado — TERÇA-FEIRA
Relatório Focus, ações em alta/baixa e análise do setor Bancos
Relatório Focus: o que mudou (claro e direto)
O Relatório Focus mais recente mostra leve acomodação nas expectativas, com pequena revisão para baixo na inflação projetada e manutenção de cenários ainda rígidos para juros e crescimento. A mediana do IPCA para 2025 caiu marginalmente (para cerca de 4,45%), enquanto as projeções para o PIB permanecem estáveis em ~2,16% para 2025 e desaceleração moderada para 2026. Para a Selic, o mercado mantém a previsão de fechamento de 2025 em 15%, com expectativa de redução gradual em 2026 (para patamares próximos a 12% na mediana dos agentes).
Impacto imediato: a leitura confirma um ambiente de juros reais ainda elevados, o que sustenta renda fixa e pressiona valuation de ativos de longo prazo; por outro lado, a ligeira baixa na projeção de inflação ajuda a reforçar apostas em cortes previstos para 2026, o que tende a beneficiar ativos de risco no médio prazo.
Ações — maiores altas e maiores quedas (resumo do pregão)
Maiores altas do dia (seleção): MRV registrou forte alta entre os papéis do Ibovespa, impulsionada por resultados e revisões positivas de lucro. Outros papéis ligados ao varejo/consumo apresentaram recuperação após correções recentes.
Maiores quedas do dia (seleção): CSN Mineração e frigoríficos/empresas exportadoras foram destaque entre as perdas, com reação negativa a ajuste de preços de commodities e fluxo externo; ações do setor de turismo e algumas small caps também figuraram entre as piores.
Nota de mercado: a sessão foi marcada por volatilidade seletiva — investidores buscaram papéis com gatilhos corporativos (resultados, guidance) enquanto se mantiveram cautelosos com nomes mais expostos a commodities e risco externo.
Setor em foco — Bancos: tendências, riscos e o que observar
Panorama atual
O setor bancário opera sob duas forças contrapostas: resiliência operacional das grandes instituições e pressões pontuais por eventos idiossincráticos (como a liquidação do Banco Master), que ampliam o debate sobre governança, FGC e supervisão. O Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central ressaltou que o crescimento do crédito “continuou desacelerando” — reflexo da política monetária restritiva e da moderação da atividade — embora o ritmo ainda seja historicamente elevado.
Tendências que moldam o setor
Desaceleração do crédito: bancos ajustam oferta e provisões, o que tende a segurar receita de juros recorrentes no curto prazo. Banco Central do Brasil
Maior escrutínio regulatório e reputacional: episódios como o do Master ampliam atenção sobre compliance e qualidade dos ativos comprados por terceiros (carteiras cedidas, CDBs), reforçando due diligence nas áreas de tesouraria e originação. Broadcast+1
FGC e risco moral: discussões públicas sobre limites de garantia e custo ao fundo (e aos bancos contribuintes) entram no radar de analistas e investidores institucionais.
Riscos imediatos
Contágio reputacional: mesmo sem risco sistêmico, casos idiossincráticos pressionam papéis bancários com maior exposição direta ou reputacional. Broadcast
Qualidade de crédito: a elevação da inadimplência em carteiras sensíveis (p. ex. agronegócio ou varejo) pode exigir provisões adicionais. CNN Brasil
Cenário macro: manutenção prolongada da Selic em patamar elevado pressiona margem e demanda por crédito; expectativa de cortes só aliviaria essa pressão no horizonte projetado pelo mercado.
O que monitorar nos próximos dias
Divulgação de resultados trimestrais dos grandes bancos (margens, NII, provisioning).
Comunicações do Banco Central e do Comef sobre postura macroprudencial e possíveis ajustes ao ACCP. Banco Central do Brasil
Evolução do caso Master (lista de credores, impacto no FGC) e eventuais efeitos sobre provisões de instituições com exposição.
Conclusão rápida
O Relatório Focus traz sinais de acomodação inflacionária, mas mantém juros altos no curto prazo — cenário que segue favorecendo renda fixa e exigindo seletividade em renda variável. No mercado acionário, movimentos intradiários responderam a resultados e reprecificação de risco; no setor bancário, a combinação entre desaceleração do crédito e choques idiossincráticos impõe cautela, com atenção especial a provisões, governança e exposição a carteiras de terceiros.
Postado 7:17 25/11/25
Por Vinicius Fontineli
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